CGU e PF deflagram Operação Ptolomeu IV sobre contratos públicos no Acre

Por em Rio Branco, AC

CGU e PF deflagram nova fase da Operação Ptolomeu para aprofundar investigação sobre contratos públicos no Acre

Ação mira contratos para construção da sede do IMAC; auditoria aponta superfaturamento e investigação apura desvio e lavagem de dinheiro.

A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF) realizam nesta terça-feira (22/09) a Operação Ptolomeu IV, nova fase da investigação sobre possíveis crimes contra a Administração Pública e lavagem de dinheiro relacionados a contratos para a construção da nova sede do Instituto de Meio Ambiente do Acre (IMAC).

Auditoria aponta superfaturamento

Segundo a CGU, auditoria realizada pelo órgão apontou superfaturamento por inexecução parcial no montante estimado em mais de R$ 1 milhão. O valor corresponde a serviços medidos e pagos, mas que não teriam sido efetivamente executados.

O material informa ainda que, posteriormente, uma segunda empresa foi contratada para concluir a mesma obra. Os elementos levantados indicam possível sucessão empresarial e continuidade das práticas investigadas em outras fases da Operação Ptolomeu.

Indícios de desvio e vantagens indevidas

As investigações apontam indícios de que recursos provenientes dos contratos públicos teriam sido desviados para pagamento de despesas particulares e para a concessão de vantagens indevidas a agentes públicos.

Busca e apreensão e medidas cautelares

A operação cumpre 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Rio Branco (AC), Maringá (PR) e Navegantes (SC).

Além disso, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deferiu sequestro de bens e valores com a finalidade de ressarcimento do erário e impôs aos investigados medidas cautelares, incluindo afastamento de função pública, proibição de contato entre si, proibição de frequentar determinados órgãos públicos e proibição de ausentar-se da Comarca de residência e do país.

Como denunciar

A CGU informa que, por meio da Ouvidoria-Geral da União (OGU), mantém a plataforma Fala.BR para recebimento de denúncias.

As informações podem ser enviadas por formulário eletrônico do sistema, com possibilidade de denúncia anônima. Para isso, basta escolher a opção “Não identificado”.

No cadastro, a orientação é marcar, no campo “Sobre qual assunto você quer falar”, a opção “Operações CGU”, e, no campo “Fale aqui”, incluir o nome da operação e a unidade da federação na qual ela foi realizada.