Julgamento de acusado de estuprar e matar Vanessa Lara em Juatuba é remarcado

Tribunal do Júri de Ítalo Jefferson foi transferido para 30 de setembro, às 9h30, a pedido do Ministério Público de Minas Gerais.

Por em Juatuba, MG

Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial a partir de referências visuais. A cena não corresponde a um registro real.
Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial a partir de referências visuais. A cena não corresponde a um registro real.

Tribunal do Júri de Ítalo Jefferson foi transferido para 30 de setembro, às 9h30, a pedido do Ministério Público de Minas Gerais.

O julgamento de Ítalo Jefferson, de 43 anos, acusado de estuprar e matar Vanessa Lara de Oliveira, de 23, em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi remarcado pela Justiça.

Em 6 de agosto, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) havia informado que o julgamento pelo Tribunal do Júri seria realizado em 24 de setembro, na comarca de Juatuba.

Nesta quarta-feira (26/8), porém, a Corte anunciou que a audiência deve ocorrer em 30 de setembro, às 9h30, no mesmo local. Segundo o TJMG, o reagendamento foi solicitado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Ítalo foi pronunciado pelos crimes de homicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver, conforme denúncia apresentada pelo MPMG.

De acordo com registros judiciais, ele já havia sido condenado por três estupros cometidos em 2 de outubro de 2002, 6 de dezembro de 2004 e 1º de agosto de 2008. Agora, responde pela morte de Vanessa, ocorrida em 9 de fevereiro de 2026.

Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), em 10 de fevereiro, familiares do suspeito receberam uma ligação em que ele confessou o crime. Na conversa, Ítalo afirmou que estava no Centro de Belo Horizonte, para onde teria fugido. Depois, desligou o telefone e não voltou a atender às ligações.

Os militares chegaram ao suspeito depois que testemunhas indicaram quem poderia ser o responsável pelo crime e informaram onde a família dele morava. Na residência, a mãe, o primo e o cunhado disseram que Ítalo havia chegado em casa em 9 de fevereiro com roupas sujas de barro e sangue, além de arranhões pelo corpo.

Ainda conforme os familiares, ele relatou que havia usado drogas com uma mulher e que os dois tinham brigado. Depois, tomou banho, pediu R$ 200 à mãe e disse que iria para o Centro de Belo Horizonte para morar na rua.

A família entregou à polícia o short usado pelo homem, que apresentava manchas de sangue, para ser submetido à perícia. Ítalo foi preso em 12 de fevereiro, em Carmo do Cajuru, no Centro-Oeste de Minas, onde estava escondido entre vagões de trem em uma linha férrea.

A Justiça também determinou, em caráter liminar, que a concessionária Way 262 pague uma pensão mensal à mãe de Vanessa. O valor foi fixado em dois terços da remuneração que a jovem recebia.

A decisão da Vara Única de Juatuba considerou que o trecho da BR-262 onde o crime ocorreu apresentava vegetação densa e falta de capina, o que obrigava Vanessa a usar um caminho improvisado para chegar ao ponto de ônibus. Segundo a decisão, foi nesse local que ela sofreu o ataque.

O corpo de Vanessa Lara de Oliveira foi encontrado na tarde de 10 de fevereiro, um dia depois do desaparecimento. Ela havia sido vista pela última vez no Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Juatuba, onde prestava serviços para uma empresa terceirizada.

Familiares informaram que Vanessa morava em Pará de Minas e trabalhava em Juatuba para custear a faculdade de psicologia.

*Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial a partir de referências visuais. A cena não corresponde a um registro real.