Reconhecimento facial ajuda PMMG a prender mais de 2,5 mil com mandados em aberto

Tecnologia integrada ao videomonitoramento levou a alertas em tempo real e resultou, desde 2025, em prisões vinculadas a diversos tipos de mandados.

Por em Belo Horizonte, MG 3 minutos de leitura 3 visualizações

Reconhecimento facial ajuda PMMG a prender mais de 2,5 mil com mandados em aberto

Um alerta gerado pelo sistema de reconhecimento facial levou policiais militares até um homem que circulava pela Rua Curitiba, no Centro de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o suspeito era procurado pela Justiça do Distrito Federal e tinha sete mandados de prisão em aberto, que, juntos, somavam mais de 40 anos de prisão.

Tecnologia aponta possível correspondência e orienta abordagem

O caso, ocorrido em maio, é apresentado pela PMMG como exemplo do uso de tecnologia no apoio ao policiamento nas ruas. A ferramenta integra câmeras do videomonitoramento, que captam imagens em tempo real, encaminham os dados para uma central e comparam com informações disponíveis nos sistemas da corporação.

Quando há uma possível correspondência com alguém que possui mandado em aberto, o alerta é enviado às equipes em patrulhamento. A partir disso, os militares realizam a abordagem e fazem a conferência antes de adotar as providências previstas.

Em 2025, mais de 2,5 mil prisões com apoio do reconhecimento facial

De acordo com o levantamento citado no material, desde o início de 2025, mais de 2,5 mil pessoas com mandados de prisão em aberto foram localizadas e presas com apoio do reconhecimento facial.

Do total, aproximadamente 70% das prisões estão relacionadas a mandados por crimes como tráfico de drogas, roubo, furto, homicídio, estupro e ameaça. Outros cerca de 17% correspondem a mandados de prisão por pensão alimentícia.

Projeto piloto avançou e passa por migração de infraestrutura

Conforme o major Renato Farina Barreto, gestor de Pesquisa e Projetos da Diretoria de Tecnologias e Sistemas da PM, a contribuição principal do sistema está na rapidez com que a informação chega às equipes na rua.

“A tecnologia reduz o intervalo entre a identificação e a atuação policial. O alerta chega à equipe que está no patrulhamento, que faz a abordagem e verifica a situação. É uma ferramenta que complementa o trabalho que o policial já realiza diariamente nas ruas”, explica o major Renato Farina Barreto.

Ele afirmou ainda que o projeto começou como piloto, com número reduzido de câmeras, e cresceu ao longo de 20 meses. No momento, está em processo de migração para uma nova infraestrutura de servidores de hiperconvergência da PMMG, que, segundo o material, permitirá ampliar o sistema e atender outros sistemas e soluções voltados para a segurança da população.

Sistema pode ser deslocado e integrar outras redes

Desenvolvida pela própria PMMG, a ferramenta também pode ser deslocada para diferentes regiões e usada em grandes eventos, com equipamentos dotados de câmeras integradas ao reconhecimento facial, como drones e um cão robô adquirido pela corporação, sem necessidade de estrutura fixa em cada local.

O material também destaca que a tecnologia tem capacidade técnica para identificar uma pessoa com mandado de prisão em aberto mesmo com parte do rosto encoberta ou usando óculos, chapéu ou boné.

Para ampliar o uso, a PMMG mantém aberto um chamamento público voltado à integração de câmeras de estações de ônibus, rodoviárias, metrô, unidades de saúde e também de empresas privadas que monitoram áreas de circulação pública, como shoppings, supermercados e drogarias. A iniciativa busca ampliar a integração entre poder público e iniciativa privada para potencializar o uso da tecnologia.

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