Em vídeo publicado pela Polícia Militar de São Paulo, profissionais explicam como atitudes simples podem evitar situações de crise e garantir mais segurança às crianças até a chegada do atendimento policial.
Encontrar uma criança sozinha na rua é uma situação que exige atenção. Quando se trata de uma criança autista, a maneira de oferecer ajuda pode fazer toda a diferença. Gritar, insistir em perguntas ou tentar segurá-la à força são atitudes que, mesmo bem-intencionadas, podem aumentar o medo e a agitação.
Para orientar a população, a Polícia Militar do Estado de São Paulo divulgou um vídeo educativo que explica o que não fazer ao encontrar uma criança autista perdida. A publicação, realizada em colaboração pelo Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM), pela Diretoria de Polícia Comunitária e de Direitos Humanos e pelo perfil oficial da corporação, apresenta recomendações importantes para situações que exigem cuidado, respeito e segurança.
O que não fazer ao encontrar uma criança autista perdida?
No vídeo, as policiais militares reforçam que a primeira atitude é não ignorar uma criança aparentemente desacompanhada. Algumas crianças autistas podem se afastar rapidamente de seus responsáveis e apresentar dificuldades para reconhecer situações de perigo.
Outra orientação importante é evitar gritos, movimentos bruscos e tentativas insistentes de estabelecer contato visual. Algumas pessoas autistas apresentam maior sensibilidade a estímulos sonoros e ao contato visual direto, especialmente em situações de estresse.
As profissionais também explicam que nem toda criança autista consegue se comunicar verbalmente. Em momentos de ansiedade, até mesmo crianças que normalmente falam podem apresentar dificuldades para responder.
Por isso, perguntas repetitivas como “Qual é o seu nome?”, “Onde está sua mãe?” ou “Onde você mora?” podem aumentar o desconforto.
A recomendação é utilizar frases simples e acolhedoras, como “Está tudo bem, eu estou aqui com você”, mantendo um tom de voz tranquilo e oferecendo tempo para que a criança compreenda a situação.
Cuidado e respeito durante uma crise
Outro ponto abordado na publicação é a importância de evitar contenções físicas desnecessárias.
Caso a criança apresente agitação intensa, a orientação é preservar um ambiente seguro, afastar objetos perigosos e evitar estímulos que possam intensificar o sofrimento. O contato físico deve ser evitado, exceto quando uma intervenção for indispensável para impedir um perigo imediato.
As policiais também destacam a necessidade de respeito. A ausência de comunicação verbal não significa falta de compreensão. Comentários depreciativos ou julgamentos sobre o comportamento da criança não contribuem para sua segurança.
Vale lembrar que o autismo se manifesta de diferentes formas. Cada criança possui necessidades específicas, e as orientações devem ser adaptadas à situação.
Acione a Polícia Militar pelo 190
Ao encontrar uma criança perdida ou em situação de risco, é fundamental acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190, informar a localização e seguir as orientações do atendimento.
Enquanto aguarda a chegada da equipe, procure manter a criança em segurança, sem deixá-la sozinha, e evite atitudes que possam provocar medo ou estimular uma nova tentativa de afastamento.
A iniciativa da Polícia Militar de São Paulo demonstra como a comunicação educativa também integra o trabalho de proteção à população. Ao compartilhar conhecimentos sobre o autismo e apresentar orientações práticas, a corporação contribui para que mais pessoas saibam agir com responsabilidade diante de situações delicadas.
Assista ao vídeo e compartilhe as orientações
O conteúdo merece alcançar famílias, professores, profissionais da segurança, comerciantes e toda a comunidade. Afinal, uma informação recebida hoje pode fazer a diferença em uma situação de emergência amanhã.
Assista ao vídeo original publicado pela Polícia Militar de São Paulo no Instagram.
A mensagem que encerra a publicação resume o propósito da iniciativa:
“Autismo. Conheça, entenda, respeite.”
Compartilhar essas orientações é também uma forma de ampliar a rede de proteção às crianças.