PCMG recebe três premiações nacionais em identificação balística

Reconhecimento ocorreu na 2ª Conferência do Sinab, em Gramado (RS), dentro do Congresso de Criminalística.

Por em Gramado, RS 3 minutos de leitura

Montagem com cartuchos de munição e cenas de laboratório pericial: projéteis em close e técnicos operando equipamentos de análise balística e microscópio em estação de trabalho
Registro mostra munições (projéteis) e atividades em laboratório de identificação balística, em referência ao trabalho pericial reconhecido pela PCMG na conferência nacional do Sinab.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) conquistou três premiações nacionais pelo trabalho de identificação balística e apoio às investigações criminais. O reconhecimento foi obtido durante a 2ª Conferência Nacional do Sistema Nacional de Análise Balística (Sinab), realizada entre os dias 27 e 30 de outubro, em Gramado, no Rio Grande do Sul, como parte do XXVIII Congresso Nacional de Criminalística.

Reconhecimentos para o trabalho pericial

De acordo com a PCMG, a instituição foi representada por peritos criminais do Instituto de Criminalística (IC) e por unidades periciais do interior do estado, que participaram das atividades técnicas e científicas do encontro. A conferência reuniu representantes dos 47 laboratórios de balística que integram o Sinab, vinculados às unidades da Federação e à Polícia Federal, com foco em protocolos de trabalho, avaliação de resultados do Banco Nacional de Perfis Balísticos (BNPB) e estratégias para ampliar a base nacional.

Na premiação, a PCMG alcançou segundo lugar nas categorias “Identificação de armas de fogo utilizadas em crimes” e “Inquéritos auxiliados”. A instituição também ficou em terceiro lugar na categoria “Inserções (casos únicos)”.

Banco nacional e integração entre dados

A PCMG informou que, em Minas Gerais, há mais de 14,6 mil elementos balísticos cadastrados no BNPB e 790 correlações confirmadas — chamadas de hits — que relacionam vestígios balísticos de diferentes ocorrências. O banco registra ainda mais de 350 armas de fogo vinculadas a crimes.

Segundo a PCMG, essas correlações podem revelar conexões entre ocorrências registradas em diferentes localidades e contribuir para o avanço das investigações criminais.

O Sinab foi instituído pelo Decreto Federal nº 10.711/2021 e integra e compara elementos balísticos coletados em locais de crime, durante exames necroscópicos e em armas de fogo apreendidas. A tecnologia, conforme a PCMG, permite identificar correspondências entre projéteis e estojos de munição, apoiando a identificação de armas e a criação de vínculos entre investigações.

Em âmbito nacional, a PCMG apontou que o BNPB reúne mais de 147 mil elementos cadastrados e registra mais de 10,5 mil correlações balísticas, dados que, de acordo com a fonte, contribuem para milhares de investigações no país, inclusive em casos que envolvem diferentes estados.

Crédito da imagem: Reprodução PCMG

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