SP mobiliza força-tarefa com bombeiros e drones para apoiar o combate a incêndios no Amazonas

Equipe embarca neste domingo (11), às 13h, em Campinas, levando cisternas, retardante e recursos logísticos.

Por em SP 4 minutos de leitura 3 visualizações

Helicóptero vermelho lançando água sobre um incêndio em meio a vegetação densa; ao fundo há fumaça e o desmate/queimada em uma área florestal.
Aerotransporte de apoio ao combate a incêndios florestais, com lançamento de água sobre chamas em área de vegetação densa.

O Governo de São Paulo vai mobilizar uma força-tarefa para apoiar o Governo do Amazonas no combate aos incêndios florestais que atingem o estado. A missão contará com 30 profissionais, sendo 25 bombeiros especializados em combate a incêndios e cinco integrantes da Defesa Civil estadual.

O embarque está previsto para este domingo (11), às 13h, no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, com profissionais acompanhados de equipamentos e insumos destinados a ampliar a capacidade operacional das equipes em campo.

Recursos enviados para atuação em áreas de difícil acesso

De acordo com a mobilização, a equipe contará com quatro cisternas para armazenar 6 mil litros de água cada, além de bombas costais e abafadores. A missão também incluirá dois drones de combate a incêndio da UAVI, equipamentos de internet via satélite, uma central autônoma de energia e placas de energia solar.

Os profissionais devem atuar diretamente no combate às chamas, na contenção da propagação do fogo e na proteção de áreas ameaçadas, inclusive em locais de difícil acesso, conforme as condições ambientais e a extensão das áreas atingidas.

Retardante e possibilidade de novo envio

Um dos principais destaques da missão é o envio de 11 mil litros de retardante de incêndio, com possibilidade de remessa de uma nova carga conforme a necessidade da operação. Segundo o material, o retardante potencializa a ação da água no combate às chamas em até cinco vezes, com o objetivo de aumentar a eficiência do recurso hídrico.

O abastecimento também é apontado como apoio para as atividades em áreas onde o acesso à água representa um desafio logístico.

Apoio de companhia aérea e experiência em operações anteriores

O transporte das equipes, equipamentos e suprimentos será realizado gratuitamente pela Azul Linhas Aéreas.

O material afirma que os profissionais levam experiência acumulada em operações de grande complexidade. Em 2024, São Paulo teria enfrentado uma das temporadas de incêndios mais severas de sua história, enquanto em 2025 o estado registrou redução de 91% nos focos de incêndio em comparação com 2024.

“Estamos mobilizando profissionais preparados para atuar em cenários complexos, onde o acesso às áreas atingidas e as condições do terreno exigem planejamento e estratégias específicas. A integração com as equipes locais será fundamental para ampliar a capacidade de resposta e garantir maior eficiência nas operações”, afirmou capitã Karoline Burunsizian Magalhães, do Corpo de Bombeiros.

Uso de drones na prevenção e apoio ao combate

A força-tarefa contará ainda com dois drones especializados. O material diz que a tecnologia pode apoiar a atuação das equipes em áreas de difícil acesso e em cenários em que a aproximação direta dos profissionais represente riscos.

O texto também cita que, em agosto, drones foram empregados durante um incêndio de grandes proporções em uma indústria de produtos químicos em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, auxiliando ações relacionadas ao controle das chamas e ao resfriamento de tanques com produtos inflamáveis.

“São Paulo está mobilizando profissionais experientes, tecnologia e equipamentos especializados para apoiar o Amazonas neste momento. Nossas equipes têm ampla experiência no combate a incêndios florestais e levam consigo o conhecimento adquirido em operações de grande complexidade. Essa mobilização demonstra a capacidade de resposta da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros de São Paulo e a importância da cooperação entre os estados diante de situações de emergência.”, destacou coronel Rinaldo de Araujo Monteiro, Coordenador Estadual de Proteção e Defesa Civil.

Estrutura para sustentar operações em campo

Além dos equipamentos para combate, a missão também levará recursos para sustentar as operações. As quatro cisternas somam capacidade total de 24 mil litros para apoio ao abastecimento de água. A estrutura de conexão via satélite e a central autônoma de energia são apontadas como suporte para manter a comunicação e o funcionamento dos equipamentos em locais com infraestrutura limitada.

Conforme o material, a iniciativa busca reforçar a cooperação entre estados diante de emergências de grande magnitude, com foco no apoio ao combate aos incêndios florestais no Amazonas.

Crédito da imagem: Reprodução CBSP

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