Projeto Tá Entregue recupera 2,2 mil celulares e devolve 1,7 mil em Minas

Iniciativa da Polícia Civil teve início em dezembro de 2024 e, na quinta edição, ampliou atuação para 270 municípios

Por em Brasil 3 minutos de leitura 2 visualizações

Pessoa segurando um cartão verde de senha com símbolo de atendimento, enquanto um celular preto é mantido na outra mão sobre uma mesa com teclado de computador e papéis.
Cartão de senha e celular em ambiente de atendimento, associados ao processo de devolução de aparelhos recuperados pelo projeto Tá Entregue.

O projeto Tá Entregue, da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), já recuperou 2.241 celulares no estado desde o início da iniciativa, em dezembro de 2024. Desse total, 1.743 aparelhos foram devolvidos aos legítimos proprietários.

Segundo a PCMG, mais de 1,7 mil vítimas de furtos, roubos e extravio receberam seus aparelhos de volta por meio do projeto.

Quinta edição ampliou atuação para 270 municípios

De acordo com a Polícia Civil, a quinta edição do Tá Entregue, realizada em agosto e setembro de 2026, ampliou a atuação para os 19 departamentos de Polícia Civil. A iniciativa alcançou 270 municípios e distritos.

Nessa etapa, foram contabilizados 456 aparelhos recuperados, com participação de 74 delegacias regionais e 221 delegacias em 270 municípios e distritos.

A devolução também foi organizada de forma mais próxima das vítimas: 323 aparelhos foram destinados à entrega em 57 municípios, com 211 já entregues. Para a próxima fase, está prevista a restituição de mais 133 celulares destinados a casos em que o local de recuperação fica a mais de 50 quilômetros da residência do proprietário, com possibilidade de deslocamento de até 600 quilômetros, com entregas em pontos próximos do cidadão.

Recuperação pode encerrar espera superior a um ano

O projeto também destaca o impacto da restituição na vida das vítimas. A PCMG cita o caso de Bruna Chaves Souza, de 36 anos, que teve o celular furtado dentro da empresa onde trabalhava.

De acordo com a Polícia Civil, a recuperação do aparelho aconteceu após uma espera de mais de um ano e meio. Bruna afirmou, ao receber o telefone de volta: “Eu já tinha até perdido as esperanças de encontrá-lo e hoje estou com ele em mãos. A felicidade está a mil, nem estou acreditando”.

IMEI e cruzamento de registros orientam a identificação

Conforme a PCMG, a metodologia do Tá Entregue se baseia em análise de dados e identificação pelo IMEI, número que individualiza cada celular. A partir de registros de furto, roubo e extravio, a Polícia Civil cruza informações para identificar aparelhos que seguem ativos e localizar seus usuários atuais.

Quando o dispositivo é encontrado em posse de pessoa diferente daquela registrada na ocorrência, é feita intimação eletrônica para apresentação do aparelho e prestação de esclarecimentos.

A Polícia Civil ressalta que a iniciativa também busca ampliar informações para investigação dos crimes patrimoniais e da cadeia de receptação, com base na identificação do usuário atual.

Sobre o projeto, a chefe da PCMG, delegada-geral Letícia Gamboge, afirmou: “O Tá Entregue demonstra que, ao combinar inteligência, tecnologia e atuação policial, o projeto amplia a capacidade de recuperar bens furtados ou roubados, fortalece o enfrentamento da receptação e aproxima a Polícia Civil do cidadão, que volta a ter em mãos aquilo que já considerava perdido”.

A diretora de Estatística e Análise Criminal da PCMG, delegada Amanda Pires, disse: “O projeto vai além da recuperação do aparelho. A identificação do atual usuário permite ampliar as informações sobre a circulação dos celulares subtraídos e subsidiar a investigação dos crimes patrimoniais e da cadeia de receptação”.

Crédito da imagem: Reprodução PCMG

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